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Corinthians sofre de novo, mas vence Atlético-PR e mantém a liderança

14/11/2011 às 05:14h
Time do técnico Tite venceu por 2 a 1 no Pacaembu

Assim como tinha acontecido na última partida no Pacaembu, diante do Avaí, o Corinthians sofreu bastante mais uma vez neste domingo, mas derrotou o Atlético-PR por 2 a 1 e manteve a liderança do Campeonato Brasileiro. A partida foi válida pela 34ª rodada da competição nacional. Paulinho e Emerson fizeram os gols do Corinthians, enquanto Paulo Baier marcou para o Atlético-PR.

Com a suada vitória, o Corinthians chega aos 61 pontos na tabela, na primeira posição. O time do técnico Antônio Lopes, por sua vez, permanece com 34 pontos, bastante ameaçado pelo fantasma do rebaixamento.

O Corinthians começou o jogo de forma alucinante. Logo aos 2 minutos, Paulinho recebeu de Liédson e chutou da entrada da área, sem chances de defesa para o goleiro Renan Rocha. Dois minutos mais tarde, o time da casa ampliou. Danilo ganhou da zaga atleticana e rolou para Emerson bater forte no canto, para delírio da torcida presente ao Pacaembu. O Corinthians ainda teve chances de ampliar antes do intervalo, mas não aproveitou.
No segundo tempo, o Atlético-PR voltou com outra postura. Logo aos 3 minutos, Paulo Baier aproveitou bobeira da zaga corintiana e, livre dentro da área, descontou para os paranaenses. Por pouco o Atlético não empatou aos 12 minutos. Nieto soltou uma bomba de fora da área, a bola bateu no travessão de Julio Cesar e tocou em cima da linha. Depois do lance, as duas equipes tiveram outras oportunidades ­ o Atlético-PR chegou a chutar mais uma bola na trave com Paulo Baier -, mas o placar ficou mesmo em 2 a 1.

O Corinthians vai tentar manter a liderança do Brasileirão na quarta-feira, quando visita o ameaçado Ceará no Presidente Vargas. Já o Atlético-PR atua no mesmo dia, na Arena da Baixada, diante do São Paulo.

O jogoA torcida do Corinthians cantava minutos antes de o jogo começar: "Vamos jogar com raça e com o coração...". Nem precisava pedir. A equipe comandada por Tite entrou em campo com uma disposição completamente oposta àquela da derrota para o América-MG, na rodada passada. Com bastante velocidade e ímpeto ofensivo, não demorou a ficar em vantagem no placar.

Logo aos dois minutos, Willian fez bela jogada pela direita e levantou a torcida antes mesmo de passar a bola para Liedson. O centroavante fez o pivô e rolou para Paulinho, que chutou no contrapé do goleiro Renan Rocha para abrir a contagem. O Corinthians não diminuiu o ritmo. Aos quatro minutos, na ponta esquerda, Emerson recebeu de Danilo, carregou até o limite da grande área e bateu firme para estufar a rede outra vez.

Os dois gols em menos de cinco minutos deixaram o Atlético-PR completamente desnorteado. Com o pior desempenho do Campeonato Brasileiro como visitante, o time de Antônio Lopes ficou acuado, sofrendo com sucessivos erros de Heracles e de outros defensores. O veterano Paulo Baier e o meia Marcinho tentavam orientar seus companheiros com berros. Em vão. O goleiro Julio Cesar se tornou um observador passivo da partida.

Pelo Corinthians, a euforia da torcida não permitiu que o time se acomodasse no primeiro tempo. Os donos da casa contavam com um Emerson inspirado, um Fábio Santos disposto a atacar pelo lado esquerdo do campo e uma série de cobranças de falta na área para não dar paz a Renan Rocha. Para aumentar a empolgação, o locutor do Pacaembu anunciava resultados adversos de rivais e concorrentes que também jogavam na rodada.

No final da etapa inicial, contudo, Tite começou a se preocupar com o excesso de satisfação de seus atletas. O Atlético-PR estava irritado. Guerrón chegou a empurrar Leandro Castán na lateral do campo, para reiniciar o jogo rapidamente. Emerson, ao seu estilo, respondeu ao afastar de bicicleta uma bola da área do Corinthians. Em seguida, já no intervalo, o Sheik foi prudente e lembrou que ainda restavam pelo menos outros 45 minutos para sacramentar a vitória.

Na tentativa de ter maior poderio ofensivo e justificar a cautela de Emerson, o Atlético-PR voltou para o segundo tempo com Nieto no lugar de Adaílton. Surtiu efeito. Em sua primeira participação no confronto, o atacante argentino ganhou jogada pela direita e cruzou rasteiro para Paulo Baier, que parou em ótima defesa de Julio Cesar no primeiro chute. No rebote, o veterano descontou para a sua equipe.

Se ficou acuado quando foi vazado no primeiro tempo, o Atlético-PR se soltou com o gol a seu favor. O time de Antônio Lopes se tornou perigoso sob a liderança de Nieto. Aos 12, o argentino arriscou um chute forte de longa distância. A bola acertou o travessão e tocou na linha do gol, sem entrar, para alívio dos torcedores corintianos. Foi o suficiente para começar a ecoar timidamente o coro por um astro, que estava na reserva: "É Adriano! É Adriano! É Adriano!".

Tite preferiu colocar primeiro o meia Morais na vaga de Liedson - e foi vaiado. Como o Atlético-PR continuou melhor em campo (Paulo Baier chegou a acertar a trave), Adriano foi realmente o próximo a entrar, no lugar de Willian.

O centroavante tentou ser participativo e pediu constantemente para receber a bola nos pouco mais de dez minutos em que jogou. Não conseguiu marcar seu primeiro gol como corintiano, porém comemorou mais uma vitória no Pacaembu.

FICHA TÉCNICA:CORINTHIANS 2 X 1 ATLÉTICO-PRLocal: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 13 de novembro de 2011, domingo
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Nielson Nogueira Dias (PE)
Assistentes: Fábio Pereira (TO) e Jossemar Diniz Outinho (PE)
Público: 34.155 pagantes (total de 37.152)
Renda: R$ 1.245.573,00
Cartões amarelos: Paulinho (Corinthians); Heracles, Fabrício, Gustavo Araújo e Morro García (Atlético-PR)
Gols: CORINTHIANS: Paulinho, aos 2, e Emerson, aos 4 minutos do primeiro tempo; ATLÉTICO-PR: Paulo Baier, aos 3 minutos do segundo tempo

CORINTHIANS: Julio Cesar; Welder (Wallace), Paulo André, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Danilo; Willian (Adriano), Emerson e Liedson (Morais)
Técnico: Tite

ATLÉTICO-PR: Renan Rocha; Wagner Diniz, Fabrício, Gustavo Araújo e Heracles; Deivid, Wendel e Paulo Baier; Marcinho, Guerrón (Morro García) e Adaílton (Nieto)
Técnico: Antônio Lopes

Fonte: estadão

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